Romance: Tentação da Serpente


Um olhar feminino sobre o Antigo Testamento.
Uma história de mulheres, para mulheres, de que os homens também gostam.

"Tentação da Serpente" é uma reedição de "O Romance da Bíblia", publicado em 2010.

24 dezembro 2016

FELIZ NATAL E UM MAGNÍFICO ANO 2017

Amigas e Amigos, tenho saudades vossas! Nos últimos dois meses quase não olhei para o blogue, nem comuniquei com ninguém nas redes sociais, e os Amigos fazem-me falta, sem eles sinto-me mais pobre.

O meu problema é que eu «vivo para a escrita», que é uma coisa muito diferente (e pior) do que «viver da escrita». Seja vício, fome ou compulsão eu tenho de estar sempre a ler e a escrever um ou mais livros, por muito que me queira disciplinar e fazer só uma coisa de cada vez e com... calma.

Mas como é que posso ter calma aos 71 anos? Na curva descendente (é já plano inclinado) da vida,
com a vista a piorar e o cérebro a abrir buracos negros na galáxia das minhas células? E com o tempo que eu levo com cada livro? Tenho de aproveitar cada minuto para poder ter no próximo ano algum pedaço de mim para vos oferecer. Com sorte serão dois, duas coisas diferentes mas complementares...

Mas, para isso, não vivo a «vida real», quase não saio de casa (só quando viajo). O mais estranho de tudo é que estar enfiada no meu escritório, horas e dias a fio, a descobrir histórias que pouca gente conhece, para as poder partilhar com os amigos que me lêem, me faz imensamente feliz! Dá para entender?

Feliz Natal, companheiros! E um magnífico Ano 2017, carregado de coisas boas, de sorte e sucesso.
Obrigada por serem meus amigos e me terem acompanhado mais uma ano com o vosso carinho, que é coisa sem preço. Bem hajam! Um beijo enorme.
Deana Barroqueiro

Madonna

Madonna, eleita Mulher do Ano, e sem papas na língua - um discurso que vale a pena ouvir.

21 maio 2016

Viaje com a escritora Deana Barroqueiro

Nos dias 28 de Maio e 4 de Junho (Sábados, às 16 horas), estarei na Feira do Livro de Lisboa para conviver com os meus leitores. A agência de viagens TRYVEL/TRYART fez uma parceria com a minha editora Casa das Letras/Leya, para a apresentação das duas viagens que faremos com os meus romances: a 1ª, a Malaca, Java, Samatra e Molucas, com "O Corsário dos Sete Mares", na 2ª quinzena de Outubro de 2016 (ver aqui o magnífico programa - http://tryvel.pt/tour/corsario-sete-mares/), e a 2ª, ao Egipto e Etiópia com "O Espião de D. João II - Pêro da Covilhã", na Páscoa de 2017. Durante a Feira haverá uma campanha com desconto para quem se inscrever até 15 de Junho.

18 abril 2016

Venham viajar com Deana Barroqueiro e O Corsário dos Sete Mares até à Malásia e Indonésia

A minha viagem com a Tryart, como guia cultural
Embarcar numa Cápsula do Tempo, rumo ao passado e ao apogeu da grande saga dos Descobrimentos Portugueses, na senda de Fernão Mendes Pinto, O Corsário dos Sete Mares e dos primeiros navegadores que passaram além da Taprobana. Uma viagem de sonho e aventura em busca das ilhas afortunadas, por eles descobertas, das fabulosas paisagens, lendas e tradições que guardaram na memória ou registaram nos seus livros de viagens e peregrinações.
Ainda estamos longe da 2ª quinzena do mês de Outubro, de 2016, mas, mais vale avisar com tempo, para que não me digam depois que não sabiam! É de facto uma viagem pensada ao pormenor para maravilhar e também para partilhar memórias do nosso passado colectivo, no rasto de Fernão Mendes Pinto, o Corsário dos Sete Mares, por Malaca, Samatra, Java e Molucas. Imperdível! Será que vou ter amigos internautas a acompanhar-me nesta belíssima aventura, para ouvirem as muitas histórias que tenho para contar e verem paisagens e monumentos de cortar a respiração? Oxalá!

Deana Barroqueiro

Corsário dos Sete Mares

  • Destino: Ilhas Molucas Indonésia, Malásia.
  • Duração: 17 dias
  • De: 15/10/2016
  • a: 31/10/2016
  • Preço: 4495€
1º Dia – Lisboa / Dubai

Comparência no aeroporto da Portela até 120 minutos antes da partida. Roga-se aos viajantes que, antes de entrarem na cápsula do Tempo, se apresentem e convivam com os seus companheiros de aventura. Assistência nas formalidades de embarque e saída, com destino ao Dubai.

2º Dia – Dubai / Kuala Lumpur / Malaca

Chegada ao Dubai, desembarque em trânsito e prosseguimento da viagem em avião da mesma companhia, com destino a Kuala Lumpur, capital da Malásia. Não será uma longa rota, porque, graças à magia da Emirates e das suas naus voadoras, os onze meses da viagem de Lisboa a Malaca estão reduzidos a cerca de um dia, com escalas e aguadas incluídas. Chegada às 21h50 locais e após as formalidades de desembarque, transfer em direcção a Malacca. Depois da conquista da cidade por D. Afonso de Albuquerque, os caminhos são tão seguros como os de Portugal, podendo os viajantes admirar as paisagens com prazer e sem temor. À chegada, alojamento e refeição ligeira no Hotel Impiana Heritage 4* ou similar.

3º Dia – Malaca

Após o pequeno almoço, saída para visita da cidade de Malacca, o porto de chegada, de encontro e de partida dos aventureiros portugueses, pioneiros da globalização, para todas as nações do Oriente longínquo. Visita aos seus pontos de maior interesse histórico: a Famosa, Porta de Santiago construída em 1511, ponto de entrada para a Fortaleza Portuguesa; a Igreja de S. Pedro, a mais antiga igreja de Malacca ainda em uso e onde S. Francisco Xavier foi sepultado. Paragem no sopé da colina para apreciar o Poço do Sultão antes da visita ao Bairro Português. Prosseguimento até às ruínas da Igreja de S. Paulo, lado a lado com túmulos holandeses do século XVII e a Praça Vermelha onde se destaca o cor-de-rosa salmão do Edifício Administrativo holandês que alberga nos dias de hoje o Museu de Malacca e alguns escritórios governamentais. Visita à Igreja de Cristo antes de paragem para almoço em restaurante local. Após o almoço, visita ao Templo de Cheng Hoon – o único templo onde se professam as 3 maiores doutrinas da crença chinesa: Taoísmo, Budismo e Confucionismo. Passeio ao longo da antiga Estrada de Malacca que acaba nas margens do rio Malaka. Jantar em restaurante local. Regresso ao Hotel para alojamento. Durante 130 anos (1511- 1641), Malacca foi portuguesa e dela se contarão, ao longo do dia, infindas histórias de corsários, mercadores, mercenários e… casados.

4º Dia – Malaca / Kuala Lumpur

Após o pequeno almoço, viagem de regresso a Kuala Lumpur. À chegada, visita às Caves Batu nos subúrbios leste da cidade, onde será possível observar o modo de vida malaio, em toda a sua diversidade, e as tradicionais indústrias “Cottage”. Visita à fábrica Royal Selangor Pewter – o maior fabricante de estanho do mundo. Almoço em restaurante local. De tarde, visita à Chinatown onde se evocará o 1º encontro entre os portugueses e os chineses, em 1511, quando alguns capitães de juncos ofereceram ajuda a D. Afonso de Albuquerque para a conquista de Malacca, tendo o Capitão-mor enviado por eles cartas com pedido de amizade ao imperador da China. Segue-se um passeio pelo mercado central nocturno onde os locais regateiam animadamente a mercadoria. Jantar em restaurante local com buffet malaio e show cultural. Transfer e alojamento no Royal Hotel 4* ou similar.

5º Dia – Kuala Lumpur

Pequeno almoço no Hotel e um novo salto no tempo para um passeio na cidade, nascida por volta de 1850. De manhã, visita ao Monumento Nacional, ao Museu Nacional, à Galeria KL e ao Museu do Palácio do Rei. Paragem para fotos nas Torres Petronas, na Torre de Observação. Almoço buffet no restaurante 360 Atmosphere na torre KL. Depois do almoço, regresso ao Hotel. Tarde livre para descanso ou outras actividades de carácter pessoal. Alojamento.

6º Dia – Kuala Lumpur / Medan / Parapat / Ilha Samosir

Pequeno almoço no Hotel. Transfer privativo para o aeroporto de Kuala Lumpur para embarque em avião da Malaysia Airlines com destino a Medan, na ilha de Samatra, para retomar a rota de Fernão Mendes Pinto, as suas estadias no reino de Aru, como embaixador e mercenário nas guerras com Aceh. Chegada ao aeroporto de Kualanamuamu, recepção pelos nossos representantes locais e partida com destino a Parapat – famosa estância de montanha nas margens leste do imenso lago vulcânico Toba – passando por pequenas povoações e vastas plantações de óleo de palma, borracha e campos de arroz em terraços. Almoço em caminho. À chegada a Parapat, embarque em ferry com destino a Samosir – uma ilha no centro do Lago Toba. Alojamento e jantar no Hotel Toledo Inn ou Tabo Cottages ou similar.

7º Dia – Ilha Samosir / Lago Toba / Ilha Samosir

Depois do pequeno almoço, início da visita da Ilha de Samosir de barco. Visita à tradicional aldeia de Ambarita com antiga mobília megalítica em frente às casas tradicionais.  Paragem para visitar a aldeia de Simanido e assistir à dança tradicional do povo Batak Toba. O rei de Batak foi um dos primeiros aliados dos portugueses, depois da conquista de Malaca, a quem pediu ajuda militar para as suas guerras com Aceh. Os seus festins tradicionais tinham como suprema iguaria, o coração, o nariz, as orelhas e as palmas das mãos e dos pés dos seus inimigos, acompanhados de um arroz de cabidela, feito com o seu sangue. Recomenda-se como opção o Rendang de carne. Almoço entre as visitas. A última visita será às aldeias de Tomok com o seu túmulo do rei Sidabutar e de Toba village. Regresso ao Hotel para jantar com músicas tradicionais Batak. Se for concerto de gamelão ou representação de um títere Si Gale Gale, que possa incarnar o espírito de Fernão Mendes Pinto, a noite será de festa maior. Alojamento.

8º Dia – Ilha Samosir / Parapat / Brastagi / Medan

Pequeno almoço. Logo após, continuação da viagem até Brastagi, via o anel rodoviário do Lago Toba. No caminho, passagem por plantações de pinheiros, pelo magnífico cenário do Lago Toba e por quintas férteis de frutas e vegetais. Visita ao antigo Palácio do Rei de Simalungun em Pematang Purba. Almoço e passagem pela esguia queda de água de 100 metros de altura que desce até ao Lago Toba. Chegada a Brastagi, uma refrescante estância de montanha dominada por dois vulcões activos. Visita a um mercado de fruta. Continuação até Medan através da luxuriante floresta tropical húmida de Sumatra. À chegada a Medan, jantar e alojamento no Hotel Santika Premier Dyandra 4* ou similar.

9º Dia – Medan / Jakarta

Pequeno almoço no Hotel. Em hora a determinar localmente, transfere para o aeroporto para embarque às 12h20 em avião da Garuda Indonesia – voo GA 187, com destino a Jakarta, na ilha de Java. Chegada às 14h45. Assistência e transfere privativo para o Hotel Alila Jakarta 4* ou similar. Instalação. Tempo livre. Jantar e alojamento.

10º Dia – Jakarta / Banten / Jakarta

Pequeno almoço no Hotel. Dia inteiro de visita a Banten (a cerca de 1h30 de Jakarta), uma cidade com uma grande riqueza histórica com as ruínas do Palácio de Surosowan, o Palácio Kaibon, a Grande Mesquita de Banten, a Fortaleza de Speelwijk e o porto de Banten, o “hub” principal para os navios e outras embarcações que se dirigiam ao velho Banten. Teve o seu apogeu no Séc. XVI, quando Malacca estava ainda ocupada pelos Portugueses, que atraíam muitos comerciantes do médio oriente ao seu porto. Hoje em dia é só utilizado pelos pescadores locais. Almoço em restaurante local. Regresso ao Hotel em Jakarta. Jantar e alojamento.

11º Dia – Jakarta (The Old Batavia – Tugu) / Tenarte

Após o pequeno almoço, saída para visita ao porto de Sunda Kelapa, área portuária com 500 anos que foi um elo vital para os mercados do mundo exterior nos 15 séculos do Reino de Pajajaran. Desde então, este porto pertenceu aos Portugueses e depois tomado pelos Holandeses. Evocar-se-á a acção deste povo de corsários ávidos de lucro e de saque, que atacaram todas as possessões ultramarinas portuguesas, ganhando um vasto império com muito pouco trabalho. A magnífica e colorida escuna Makassar chamada Phinisi é ainda um importante meio de transporte de mercadorias para e da ilha exterior. Próximo do Museu Fatahillah – construído no Séc. XVI, encontra-se o velho povoado de Batavia. Após o almoço em restaurante local, visita ao povoado de Tugu, um bairro historicamente influenciado pela presença Portuguesa, no norte de Jakarta. Visita à Igreja de Tugu, Gereja Tugu, uma das mais antigas igrejas na Indonésia (Tugu Church), construída em 1752 aparentemente por escravos a trabalhar para a comunidade Portuguesa naquele período. Possibilidade de apreciar o Keroncong Tugu – uma das principais correntes musicais indonésias desenvolvidas no povoado de Tugu desde o Séc. XVII. Regresso ao Hotel para jantar e alojamento.

12º Dia – Ternate

Chegada às 07h25. Assistência pelo nosso Representante local e início da visita ao Palácio Ternate Sultan, à Mesquita de Ternate e ao Forte Kastela. A história comum a Portugal e às Molucas fez correr muita tinta e deu origem a muitos conflitos entre nações, descritos nas crónicas do tempo, evocadas durante a estadia. Almoço em restaurante local. Findo o mesmo, transporte para o Hotel Bella International 4* ou similar. Jantar e alojamento.

13º Dia – Ternate / Gamalama / Ternate

Pequeno almoço no Hotel. Às 08h00, início da viagem para explorar o Monte Gamalama, o Lago Tolire e a região de rocha vulcânica. Almoço em caminho de visita às Fortaleza de Kalamata, Tolukko e Oranje e à mais antiga árvore de cravo da índia. Regresso ao Hotel para jantar e alojamento.

14º Dia – Ternate / Tidore / Ternate

Após o pequeno almoço, embarque até à Ilha de Tidore para visita às terras altas de Gura Bunga. Continuação até ao Palácio do Sultão (almoço) e depois visita a Tahula e Tore – Fortaleza Espanhola. Após o almoço, regresso a Ternate passando pelo local dos pilares onde se hasteou pela primeira vez a bandeira vermelha e branca da independência em 17 de agosto de 1945, em Tidore. Jantar e alojamento no Hotel.

15º Dia – Ternate / Yogyakarta

Pequeno almoço no Hotel. Logo após, transporte privativo para o aeroporto de para embarque às 12h45, com destino a Yogyakarta (Via Makassar). Chegada às 18h05. Após as formalidades de desembarque, Transfere para o Hotel. Jantar e alojamento. Transporte até ao Hotel Yogyakarta Plaza 4* ou similar.  Jantar e alojamento.

16º Dia – Yogyakarta / Borobudur / Prambanan / Yogyakarta / Jakarta

Saída directa para visita até ao Templo de Borobudu – declarado Património da Humanidade pela UNESCO e o maior Templo Budista desta consagrada lista. A sua construção data do Séc. IX. Almoço em restaurante local. Prosseguimento a Prambanan, o maior templo hindu no sudoeste asiático localizado no reinado de Klaten, a 20 km da cidade de Yogyakarta. Este templo tem 47 metros de altura com 8 templos principais e 250 templos mais pequenos. Dia ideal para se falar de confluência de religiões e sincretismo religioso. Transporte até ao Hotel Yogyakarta Plaza 4* ou similar.  Jantar e alojamento.

17º Dia – Jakarta / Dubai / Lisboa

Pequeno almoço no Hotel. Transporte privativo para o aeroporto para embarque na nau voadora da Emirates, com destino ao Dubai.Desembarque em trânsito e prosseguimento da viagem numa cápsula do tempo da mesma companhia, com destino a Lisboa. Chegada ao aeroporto da Portela e regresso a casa, onde cada viajante poderá ordenar e registar as suas impressões da viagem, para memória futura.

Preço por Pessoa em Quarto Duplo
4.495 €
Suplemento Quarto Individual
540 €

Programa inclui:
  • Acompanhamento especializado de Deana Barroqueiro durante toda a viagem;
  • Acompanhamento de um responsável da Tryvel durante toda a viagem;
  • Passagem aérea em classe turística em voo regular Emirates, para percurso Lisboa / Dubai / Kuala Lumpur – Jakarta / Dubai / Lisboa, com direito ao transporte de 30 kg de bagagem;
  • Voos domésticos de Kuala Lumpur / Medan / Jakarta / Ternate /Yogyakarta / Jakarta;
  • 15 noites / 17 dias de alojamento nos hotéis indicados;
  • Refeições conforme programa num total de 12 almoços e 12 jantares e uma refeição fria à chegada a Kuala Lumpur (no 2ºdia);
  • Circuito em autocarro de turismo com guias acompanhantes em espanhol ou português durante todo o circuito mencionado no itinerário;
  • Taxas de aeroporto, segurança e combustível no montante de 334,20€ (à data de 17.02.2016 – a reconfirmar e atualizar na altura da emissão da documentação);
  • Entradas nos monumentos a visitar e mencionados no itinerário;
  • Gratificações;
  • Visto de entrada na Indonésia;
  • Todos os impostos aplicáveis;
  • Seguro multiviagens VIP.

Programa não inclui:
  • Bebidas às refeições;
  • Tudo o que não esteja como incluído de forma expressa;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.
Nota: Consulte-nos para mais informações sobre partida do Porto.

Avenida Duque de Loulé, 72 | 3º
1050-091 Lisboa-Portugal
Telefone: +351 213 150 594
Contacto Emergência +351 936 007 033
Email: tryvel@nulltryvel.pt

Rua Augusto Luso 157
4050-073 Porto
Telefone: +351 223 213 680
Email: porto@nulltryvel.pt

17 fevereiro 2016

Afinal, não foi um grupo de refugiados sírios que atacou as mulheres em Colónia

As duas informações divulgadas pela polícia de Colónia aos media sobre o que se passou na noite de fim de ano não se confirmaram totalmente na investigação posterior.


O inquérito aos acontecimentos da passagem do ano em Colónia concluiu que os autores das agressões sofridas por mulheres foram sobretudo argelinos e marroquinos a viverem na Alemanha há vários anos e não refugiados acabados de chegar ao país.
Dos 58 suspeitos, dois são iraquianos e um é sírio. Os restantes 55 são sobretudo argelinos e marroquinos, havendo também três alemães, revelou o procurador de Colónia ao jornal Die Welt.
Fontes da polícia tinham dito aos media, após as agressões, que a maior parte dos agressores eram refugiados sírios. Mas depois de terem interrogado 300 pessoas e visto mais de 500 horas de gravações de vídeo, os investigadores desmentiram este dado.
E desmentiram também um segundo dado: a maior parte das agressões não foi sexual, como também foi divulgado no início de Janeiro. Nessa altura, a polícia passou para os media a informação de que cerca de mil homens, organizados em grupos, tinham realizado uma série de ataques de cariz sexual junto à estação de comboios da cidade, sendo as mulheres os alvos. As fontes policiais garantiram também que os agressores eram refugiados sírios que tinham chegado recentemente à cidade.
Estas informações influenciaram o debate sobre a política de asilo da chanceler Angela Merkel, que no final do ano passado estava a ser pressionada para adoptar um limite máximo à entrada de refugiados na Alemanha, alterando a sua "política de portas abertas" inicial.
Das 1054 queixas que a polícia recebeu na noite de passagem do ano em Colónia, 454 são de agressões sexuais. O número é muito elevado, mas as restantes 600 - que inicialmente também estavam nesta categoria - dizem respeito a roubos.


Crianças lançadas no Tejo estavam sinalizadas por suspeitas de abusos sexuais

O  mau trabalho de grande parte dos nossos jornalistas, que dão notícias escritas "sobre o joelho", sem procurarem saber a verdade, induzem muitas vezes o leitor em erro. Este caso da mãe que matou as duas filhas pode ter sido uma acção de vingança contra o pai, por este a ter deixado.

Uma mãe que tenta suicidar-se e leva consigo os filhos para a morte, deve sentir-se  desesperadamente só, sem ajuda de ninguém, sobretudo numa situação de violência doméstica e de perigo de abuso sexual para os filhos. Quando irão as instituições sociais e judiciais  resolver com rapidez e eficiência estes casos tão dramáticos? Enquanto empurrarem as vítimas  de umas para as outras, sacudindo a água do capote, mais tragédias como esta  se hão-de repetir.

Mãe entrou na água com as duas filhas numa praia de Oeiras. Uma bebé de 18 meses morreu. A irmã de quatro anos está desaparecida. "Houve uma queixa mas não é nada que esteja demonstrado", disse fonte da Polícia Judiciária (PJ) relativamente aos supostos abusos.

A bebé de 18 meses que morreu e a criança de quatro anos que desapareceu, depois de ambas caírem no rio Tejo com a mãe na segunda-feira à noite, tinham sido sinalizadas pela PSP por suspeitas de abuso sexual. "A sinalização tinha que ver com a prática de abuso sexual do pai", disse ao PÚBLICO a presidente da CPCJ da Amadora, Joana Garcia da Fonseca. A família, que vivia em Carenque, no concelho da Amadora, estava sinalizada por violência doméstica, e também aqui as suspeitas centravam-se sobre o pai das crianças. 

Em Novembro, a PSP comunicou a situação à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Amadora, que remeteu a sinalização para o Ministério Público (MP) para a instauração de um processo de promoção e protecção judicial (das crianças) e para efeitos de procedimentos criminais (quanto ao suspeito). Nenhum processo chegou a ser aberto na CPCJ da Amadora, já que as comissões de protecção deixaram de ter competências para intervir em situações de abuso sexual, depois das alterações à Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, no ano passado.
Depois de lhe ser remetida a sinalização, o Ministério Público requereu, a 2 de dezembro de 2015, a abertura de um processo judicial de promoção e de protecção a favor das duas crianças que corria termos na secção de Família e Menores da Amadora, confirmou o gabinete de imprensa da Procuradoria Geral da República (PGR). Nas respostas enviadas ao PÚBLICO esclarece que “na sequência de uma participação efectuada na PSP, a que foi junta uma comunicação recebida do Hospital Amadora-Sintra, foi instaurado, em finais de Novembro, um inquérito onde se investigam factos susceptíveis de integrarem os crimes de violência doméstica e de abuso sexual de crianças”.

Mães que matam filhos acreditam que os poupam a sofrimento

O processo “corre termos no DIAP de Lisboa-Oeste (secção de Sintra) e encontra-se em segredo de justiça”. A resposta da PGR adianta ainda que “no âmbito deste inquérito, foi proposta à denunciante a teleassistência” e que foi “elaborado um plano de segurança” e que “a vítima e o arguido estavam separados e não partilhavam a residência”. Sobre os factos ocorridos em Caxias, a PGR informa ainda que "foi instaurado um inquérito que corre termos no DIAP de Lisboa-Oeste (secção de Oeiras)".

A mãe das crianças ainda não foi ouvida por não estar em condições, disse por outro lado fonte da Polícia Judiciária (PJ) que investiga o caso. "O cenário mais provável" neste caso aponta para "um homicídio seguido de uma tentativa de suicídio num quadro de separação, depressão e solidão", acrescentou ao PÚBLICO. "Houve uma queixa mas não é nada que esteja demonstrado", disse a mesma fonte relativamente aos supostos abusos.

Na sexta-feira, o pai não conseguiu contactar a mulher, nem ver as filhas e dirigiu-se à PSP da Amadora para participar o desaparecimento das crianças, segundo contou o próprio a elementos da Protecção Civil no local das operações de busca, onde esteve, com familiares, depois de ser contactado pela PSP e informado do que se passara na praia de Caxias. "Estava destroçado como qualquer ser humano pode estar", descreveu ao PÚBLICO o comandante da Capitania do Porto de Lisboa Malaquias Domingues.

O alerta foi dado às 21h07. As autoridades encontraram a menina de 18 meses na rebentação 40 minutos depois, disse por seu lado o segundo comandante dos Bombeiros de Paço de Arcos, Luís Pinto, que chegou ao local poucos minutos após o alerta. A criança terá sido retirada da água já sem vida mas foi feita uma tentativa de reanimação no areal da praia. 

Cronologia: Mães que matam porque querem morrer
Um taxista que se encontrava parado junto à praia da Giribita, em Caxias, terá visto um carro estacionado de onde saiu a mulher com as duas crianças, uma em cada braço, dirigindo-se para o mar. Pouco depois, a mulher saiu da água "em estado de pânico e em estado avançado de hipotermia", dizendo que as duas crianças estavam dentro de água, disse o comandante da Capitania do Porto de Lisboa. Foi levada para o Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, e depois transferida para Santa Maria.

Ana Dias Cordeiro - Público